O dilema da incerteza

Saudações,

Caros, é com imenso prazer que inicio um blog novamente depois de alguns anos.
Acredito que a importância da escrita é tão relevante quanto a leitura.
Os pensamentos não podem se perder no decorrer dos dias, eles precisam ser registrados e em alguns casos compartilhados.
Aqui a ideia é compartilhar filosofia, arte e experiências.
Começo o tema de hoje falando das incertezas, meus textos são compostos de muitas metáforas mas nesse eu vou abordar de forma direta para que todos consigam entender e refletir.
Acontece comigo e com todos de alguma forma semelhante. A incerteza de certa forma é uma tortura. Seja no lado sentimental, material, profissional e etc... Muitas vezes não é falta de foco e objetivo como dizem por aí, eu posso me conhecer e saber o que eu quero. Mas o que incomoda é que a tal dúvida vem na forma mascarada da ausência de escolha ou seja não depende de mim a decisão, existem outros fatores envolvidos. 
Um exemplo muito comum é a mudança de emprego, hoje é um risco, o novo assusta. Ao passo que existe a necessidade existe a dúvida, e sair da zona de conforto nunca é fácil.
Vou comprar um sapato mas não sei se levo o verde ou o preto, porque se eu levar o verde vou pensar no preto depois já que não consigo levar os dois. O arrependimento é cruel.
Eu não sei se meu marido me trai não consigo dormir, esse é outro exemplo comum, ou então, não sei se essa pessoa que acabei de conhecer está interessada em mim, além de comum gera ansiedade.
Por que não conseguimos nos sentir seguros e conformados? Por que precisamos ter certeza de tudo?
As respostas chegam. O problema é não conseguir esperar que o tempo resolva sua vida. Afinal quem não quer ter as rédeas da situação a todo momento. Eu gostaria. Tá mas me pergunto como faço quando quero saber de algo e não consigo? Esqueça, deixe lá o dilema ou a situação em plano de fundo. Algumas certezas nós temos todos os dias e essas merecem a devida atenção, não gastar energia com algo que não temos resposta é o mesmo que tentar saber o que estamos fazendo nesse mundo porque nascer, reproduzir e morrer não é a explicação que precisamos. E aliás, precisamos?
É melhor viver, e eu aconselho não viver sem problemas.
Até a próxima!


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